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Santa Catarina é o segundo maior exportador de mel do Brasil

Publicada em 01/08/2014

Santa Catarina é o segundo maior exportador de mel do Brasil

 Santa Catarina termina o primeiro semestre de 2014 como o segundo maior exportador de mel do país

Com uma produção de aproximadamente seis mil toneladas de mel por ano, o estado exportou mais de três mil toneladas com um rendimento de US$ 12 milhões até junho deste ano. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca comemora o bom momento do setor e apoia o desenvolvimento da cadeia produtiva com programas de fomento, assistência técnica, extensão rural e sanidade apícola.

O líder em exportações de mel neste primeiro semestre foi São Paulo com um volume de 4,7 mil toneladas e um rendimento de US$ 18 milhões. Os dados são da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) e mostram que no período de janeiro a maio de 2014, as vendas para o exterior cresceram 96,79% em relação ao mesmo período do ano passado, isso representa um acréscimo de US$ 44,9 milhões e 11.917 toneladas, um volume 68,32% maior do que o de 2013.

Os Estados Unidos respondem por 82,94% do total de mel exportado até junho deste ano, o país adquiriu 12 mil toneladas, ou seja, US$ 45.784.049,00. O grande volume de vendas para os norte-americanos pode ser explicado pelo fenômeno do distúrbio colapso das colônias que vêm causando perda de abelhas nas colmeias daquele país.

 

Santa Catarina é o quarto maior produtor nacional de mel, com a maior produtividade por metro quadrado, e conta com mais de 30 mil famílias dedicadas à apicultura. Segundo o presidente da Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (FAASC), Nésio Fernandes de Medeiros, as principais regiões produtoras do estado são Sul, Planalto norte, Alto Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, sendo que 100 mil colmeias estão cadastradas para produção de mel orgânico. “Para que seja considerada apicultura orgânica exige um manejo diferenciado, com exigências que vão desde a colmeia ficar distante de fontes poluentes até a proibição do uso de medicamentos nas abelhas ou a utilização de tintas convencionais para pintar as colmeias. O mercado internacional para esse tipo de apicultura é muito promissor, principalmente os Estados Unidos”, ressalta o presidente.

Fonte: Secretaria da Agricultura e da Pesca de SC